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O departamento jurÍdico como setor externo complementar da gestão financeira e administrativa das empresas.

O mais comum no cotidiano das empresas é a afirmação de que os departamentos jurídicos são o gargalo que dificulta ou impede o avanço arrojado do comercial.

Parafraseando o conceito de Filosofia citado por Mario Sergio Cortella, de forma bem humorada e sarcástica, diz-se que o Departamento Jurídico “é um gato preto, num quarto escuro, onde não tem gato nenhum”. Para nada serve ou é marcado pela impossibilidade.

E nesse emaranhado de palavras pouco usuais no cotidiano corporativo, em meio a sine qua non’s e data venia’s, advogados impõem à empresários e suas diretorias a fronteira do poder ou não fazer aquilo, isso ou o enguiço, numa espécie de carpinteiro do universo, como cantarolava Raul Seixas em uma de suas canções.

A substituição do “jurisdiquês” pelo português. Uma comunicação clara e empresarial.

A linguagem jurídica há muito tempo divorciou-se da comercial ou, talvez, nunca se conheceram. A carência justifica-se pelo histórico. Os escritórios de advocacia, aqui sem generalizar, carecem de estrutura empresarial, financeira e administrativa. São órfãos de processos, procedimentos, organização e métodos.

Parece redundante, mas advogados, em sua significativa maioria, advogam, não administram.

O comercial e o jurídico reclamam linguagem comum, capaz de aproximar seus interesses e cuidados, em prestígio ao que efetivamente importa: viabilizar, sempre, o negócio pretendido.

O negócio sem segurança e a segurança sem negócio, equiparam-se ao dito popular de que em nada adianta nadar, nadar e morrer na praia. Como diria Mahatma Gandhi “Olho por olho e o mundo fica cego”.

Empresários e advogados não devem descartar o bom-senso, mas é preciso cuidado, pois como afirmava Millôr Fernandes, de maneira geral, costumamos achar que uma pessoa de bom-senso é aquela que pensa como a gente.

A Historiadora e Psicopedagoga Institucional Catia Braga Leony, em seu mister de gerir pessoas, afirma que no tratamento das doenças sociais, a profilaxia é a informação e o “Doutor” é o advogado.

O jurídico como instrumento para a diminuição de custos e aprimoramentos de processos, lastreados na informação qualificada e gerencial.

A gestão da informação de forma eficaz, eficiente e veloz depende do conhecimento especializado, fortalecido pela adequada cultura de utilização de ferramentas tecnológicas, capazes de fornecerem ao administrador elementos objetivos para a tomada de decisão, balizadas, sempre, em seu histórico de desempenho.

Trocando em miúdos, será com base no histórico dos registros que o gestor, diretor ou gerente poderá, de forma assertiva, dirigir o negócio para, preventivamente diminuir ou, então, contingenciar seu passivo, modificando processos internos ou aparando arestas.

é o departamento jurídico, para além de suas atribuições judiciais e consultivas, funcionando como órgão assistente da gestão, fornecendo-lhe, de fora para dentro, uma diferenciada perspectiva interventiva e estatística, na forma de pensar e agir dos departamentos, financeiros, contábeis, administrativo e pessoal da empresa, sem, contudo, interferir em suas autonomias.

Para tanto, o jurídico deverá, pronta e historicamente, utilizando de bancos de dados relacionais, falando a mesma língua do empresário, disponibilizar respostas a questionamentos cruzados, dos mais simples aos mais específicos, sobre sua carteira, tais quais, em rol exemplificativo:

a) quantos processos tiveram início e fim nos últimos dois/três/quatro anos?

b) independente de vitórias, derrotas ou acordos, qual foi o custo médio mensal para sua manutenção?

c) dos contingenciamentos, ativos/passivos, semestrais/anuais previstos, o que efetivamente se realizou?

d) do total de processos mensal/semestral/anualmente iniciados, quantos tiveram origem na pré-venda, venda e pós venda?

e) quantos processos estão em fase inicial ou em fase final, quando e quanto economicamente representam para efeito de programação semestral de despesas ou expectativa de receitas?

A resposta a estas questões, fornecidas em forma de relatório predominantemente gráfico e histórico - infográfico -, proporcionarão ao gestor comercial e jurídico uma leitura clara e diretiva, capacitando-os a, de forma histórica e econômica, ajustar, preventivamente, processos e procedimentos internos, otimizando custos, resultados e, consequentemente, elevando a satisfação dos seus clientes.

Isso tudo eclodindo de sistema de gestão adequadamente parametrizado, alimentado e gerido com informações personalizadas de cada segmento. é a tecnologia dando informação.

Há uma máxima que sempre ouvimos: “quem espera sempre alcança”, embora haja uma advertência clássica feita num ditado italiano que diz: “devagar se vai ao longe, mas não se chega nunca”. Contudo há que se atentar sobre a significativa diferença entre velocidade e pressa. Velocidade é sinal de perícia, planejamento, enquanto a pressa representa descontrole ou desorganização.

A firma Leony Neto Advogados atua e administra carteiras judiciais e consultivas nos segmentos de concessionários e automotivos, construtoras e incorporadoras, shopping centers e varejo e planejamento patrimonial jurídico, utilizando-se de sistemas de gestão de pessoas, administrativo, financeiro, judicial e consultivo, gerenciando eletronicamente documentos - GED, de forma 100% digital, assegurando e entregando aos seus clientes precisão e velocidade no fornecimento de informações através dos mais variados tipos de relatórios.

Carlos Affonso Leony Neto é advogado, inscrito na OAB/RJ sob o n. 122.760 e sênior partner da firma Leony Neto Advogados, sociedade regularmente inscrita na OAB/RJ sob o n.° 023.948/2006